22 de junho de 2008

Madrugada


Eu havia adormecido embalada pela lembrança dos seus olhos. Durante a madrugada, despertei suavemente com o som agradável de chuva, batendo nas janelas e nos telhados da casa. Deixei-me envolver pelos silêncios que me rondavam, consiente da chuva lá fora. Abri os olhos na escuridão daquele quarto, e olhei fixamente para o teto.
Naquele teto enegrecido de sombras, revi, como num filme, as falas e cenas daquela tarde. Me lembrei de cada movimento, cada carícia, cada sussurro.
Um leve sorriso esboçou-se em meu rosto. E eu, tão sempre certa das palavras que devia dizer, tão sempre portadora da definição perfeita, tão sempre dona do vocabulário necessário... Eu, escritora de Notas Noturnas, justamente nessa noite, não soube o que dizer.
Acho que palavra nenhuma definiria.
Um suspiro longo saiu de meus lábios, entreabertos num sorriso. Mergulhei de novo no sono, ainda sorrindo, sabendo que você habitaria qualquer outro devaneio noturno...

5 comentários:

Juliana Caribé disse...

Que bonito...
Eu não gosto do barulho da chuva no telhado, mas acordar assim, no meio da noite, despertada pelas lembranças gostosas do dia é realmente muito bom.

Saudades, moça.

Beijoca.

Olirum disse...

lindo texto, parabéns.
é bom lembrar dos acontecimentos bons do nosso dia.

bjs

♥ Ca ♥ disse...

Ah flor adoooooooro dias de chuva!
hahahahaha
Findi divertidiiissimo!
hahha
mais tarde conto sobre ele no meu blog! =]

Patrícia disse...

Que delicia que é ter coisas assim gostosas para se lembrar no meio da noite...
Amo o som da chuva!
Beijão

Laura disse...

fala nada não...

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