2 de agosto de 2008

No escuro



E no escuro nada penso.
Apenas sinto, ouço, penso.
E lá sorrio, choro, lembro.
Espero o dia, o Sol, o tempo.
E nada temo além do tempo.
Em nada penso além do tempo.
De nada lembro além do beijo.
Mas além disso sinto medo.
Medo do que já veio,
Medo do que se foi,
Medo de que se vá,
Medo do que há em mim.
Saudades do que perdi,
Lembranças do que vivi.
E em tua presença me calo.
Tudo penso, nada falo.
É em silencio que penso
No escuro que por vezes morro.
É da solidão que corro
É de saudades que sofro...

7 comentários:

JOICE WORM disse...

... Imagine, como se não acreditasse que Aline fosse capaz de fazer um poema tão genuinamente perfeito, ainda fui perguntar a ela. Só comigo...
Aline, estás de parabéns! E se algum compositor pegar nesta letra, vai dar samba e fazer sucesso!
Depois da nossa conversa, ainda estou mais orgulhosa de lhe ter conhecido. Um beijo grande para ti, lindíssima!!

Cah disse...

O escuro quando estamos sozinhas é tão assustador e imenso né?!

SAUDADES D EVOCE MOCINHA! que que acontece????? =0

beijos

Juliana disse...

Medo que há em mim
Saudade do que perdi
Lembranças do que vivi

-

Por vezes eu tenho lembrança e saudade daquilo que ainda nem aconteceu.

(Muito bom o texto, viu?)

Querido Diário Otário disse...

"Medo do que já veio,
Medo do que se foi,
Medo de que se vá,
Medo do que há em mim..."

Acho que também o medo de ter medo ;~

Daniele V. disse...

Entre mim e o escuro há versos de uma poetisa condenada à morte.

Vou matando cada estrofe, é preciso.

Menina Bonita. disse...

Me vi aí em cada linha,como se me roubasse o que sinto e colocasse em versos.
Adoro tudo aqui por aqui...por vezes coloca o que eu sinto em versos...

Saudadeeee de você aquiii!!


Beijos :*

Lydia disse...

Ê sentimento inexplicável, esse tal de saudade.
Beijo!

Postar um comentário

Anote aí.