13 de março de 2009

Comigo, por mim.

Quando ela veio eu ainda estava longe da minha casa. Não alterei o ritmo de meus passos pela presença dela, pelo contrário. Triste como estava, apenas baixei a cabeça, como que reconhecendo e dizendo um olá tristonho à velha e doce amiga. Me rendi ao seu abraço gelado, desprovida de qualquer tipo de proteção, sem qualquer intenção pequena de recusa-la. Se alguma lágrima quente chegou a cair, misturou-se ao meu rosto molhado e perdeu-se, antes de ter tempo de aquece-lo.
Esta noite o céu chorou também. Chorou comigo. Chorou por mim. Chorou por nós.

4 comentários:

Gabih Dias disse...

Nossa, Aline, você se supera a cada dia, lindo, lindo, lindo, perfeita escolha das palavras, nem imagina o quanto eu gostei!
Parabéns!

gabriel___ disse...

até nos tempos atuais somos repreendidos por falar a verdade, será que ainda existe uma santa inquisição e uma ditadura debaixo dos lençois ? :P

gabriel___ disse...

a gente ta conversando nao discutindo :/

gostei do seu texto, parece trechos tirados de um livro, porque nao escreve um ? :)

Lydia disse...

A chuva faz bem em certas situações, é bom.
Você está de parabéns.
:))
\o/

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