20 de abril de 2009

Íris



Eu sempre tive olhos de chuva. Olhos de garoa, de tempestade. Olhos que sempre foram úmidos. Não que isso tenha sido um problema. Eu sempre soube admirar a chuva, e ela sempre me fez muito bem.

Algumas pessoas se aproximaram, e deixaram que eu chovesse um pouco de mim em suas vidas. Ao longo dela vi olhos de furacão (quanto conflito havia...) , olhos de ventania (livres, livres!) e outros olhinhos de chuva, como os meus. Mas, por mais que chover seja bom, ninguem pode chover sempre. Eu precisava encontra-lo.

E te vi, então. Com esses olhos de Sol! Olhos ensolarados, lindos, intensos, profundos! Ahh, esses olhos... Tão únicos, mágicos. Quando vi seus olhos é que descobri... Vieram afastar a nuvem negra dos meus!

Hoje, eu sou chuva leve na tua vida. E aos poucos, voce tem me ensinado a ser um pouco Sol também. Assim, enquanto eu me permito chover baixinho e você me ilumina, um Arco liga nossas Íris. E as cores, enfim, habitam meus olhos de garoa paulista...
*Re-publicado, porque é um dos meus favoritos e porque cada palavra ainda se faz verdade na minha vida

4 comentários:

Felipe Braga disse...

Que bom que republicou, ainda não tinha lido esse! Ótimo texto, parabéns!

Erica Maria disse...

Ah que lindo texto, adorei!

Tá lindo o blog tb!

;*

Nasca™ disse...

esses olhos que queimam, alimentam ... olhares. tudo.

gostei :D

Gaby disse...

LindOo texto, adorei!

xD

Postar um comentário

Anote aí.