8 de julho de 2009

08/07/2009

Suspiro em silêncio. Duvido que mereça o consolo que as lágrimas trazem, e por isso, controlo o choro. Afasto de mim qualquer autopiedade que queira se aproximar. Eu mereço essas dores todas que eu mesma acabo atraindo, para mim e para os outros. Esse controle todo que eu ando aparentando, essa segurança que agora eu passo, nada é alem de um teatro ensaiado frente ao espelho, palavras que eu só digo depois de pesar e pensar. Medo de magoar, puro e simples, que acaba conduzindo todas as minhas ações. É quase inconsciente, confesso que as vezes doi. E acredito que doa mais em mim do que em qualquer outro.
A verdade é que eu não sei lidar com corações partidos. Principalmente quando não é do meu coração que se trata.

6 comentários:

sobrefatalismos disse...

Ah, minha cara, ninguem sabe. E este é um aprendizando constante repleto de erros.

Hosana Lemos disse...

"Principalmente quando não é do meu coração que se trata."

eu sou assim, como se a todo instante eu me colocasse no lugar do outro imaginando a dificuldade que eu conheço bem...é tao complicado!
=/
ADOREI

Felipe Braga disse...

São nesses momentos que a poesia prevalece! E o teu talento também.
Parabéns, Aline. A pequena grande escritora!
Beijos.

André disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Fernanda disse...

E então a gente vive uma verdade inventada, não é?


Eu também não sei lidar com corações partidos e invento amores e paixões para camuflar a minha dor. Parto meu coração para não me permitir partir o de outros.

Ni ... disse...

Amo te ler... sempre...!

Postar um comentário

Anote aí.