16 de julho de 2009

16/07/2009

Fixou em mim seus olhos castanho-amendoados, e correu ao meu encontro, a língua rosada a balançar adoravelmente para fora, por um dos lados da boca.

- Não se atreva a pular em mim com suas patas molhadas! - lhe disse.

Inútil tentativa. Atirou-se contra mim, a cauda abanando. O peso dela quase me derrubou. Impossível não render-me, afagar-lhe as orelhas macias, o pêlo aloirado. Impossível não sorrir.
A corrida até mim cansou-a, sentou-se. Arfou um pouco e observou-me com interesse. Latiu o latido que eu já sabia que significava. Esperou com toda a paciência que a idade lhe conferira.
Aproximei-me com o mimo, velha tradição entre nós duas, que ela agora exigia todos os dias. Sorri pra ela, estendendo o petisco:

- Não se atreva a continuar sendo essa cadelinha linda que voce é...!

Ela levantou-se abanando a cauda como se fosse filhote. Pegou o petisco de minhas mãos e afastou-se, o corpo roliço a balançar. Fez questão de contrariar a ordem, como sempre.
A cadelinha desobediente mais adorável da história.
___

"Ninguém pode se queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão." (Marques de maricá)

Um dos textos que eu escrevo e esqueço. Achei esse há pouco tempo, resolvi dividir.

6 comentários:

Eloisa disse...

Fez bem em querer dividir.
Ate fiquei com vontade de ter um caozinho! (((:

Um Abraco!

Ni ... disse...

Ai ai...
Estes bichinhos fazem nossa vida tão mais feliz...rs

Beijo e mais beijos

Lih disse...

É por essas e outras que eu amo cães!
:,)

Felipe Braga disse...

Eles ficam felizes com coisas tão simples. São lindos, assim como teu blog! :)

Aline Gianasi disse...

Ah menina... você sempre né?!
Tá lindo, tem do que reclamar não.

E sobre esses anjos... eu sempre acho que tô devendo alguma coisa para os meus. É tanto carinho de graça que eu nem sei.

eve disse...

Eu sinto uma saudade danada da minha dana *-* A cadelinha mais maluca e desobediente desse mundo. Lindo texto.

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