30 de outubro de 2009

Insone

A noite estava quase na metade sem que eu tivesse conseguido dormir. A cama me rejeitava e logo eu estava na varanda, desistindo de esperar deitada por um adormecer que não chegava. O silêncio noturno me ensurdecia, e o sono me pesava os olhos. Não mais do que a saudade, que acomodara-se em mim e não dava sinais de querer me deixar. Saudade, essa, que impedia minha mente de descansar, e que, egoísta, me fazia lembrar somente dela, pensar somente nela.

Um relógio tique-taqueava atrás de mim, como que pra não me deixar esquecer de que ainda faltava muito tempo pra que essa tal saudade fosse embora.

Olhei pra cima. O céu escuro, sem estrelas, e a Lua distante demais. Creio que mesmo ela já havia ido dormir. Impedi o grito de sair da garganta, pra não incomodar o sono que as estrelas dormiam. Me resumi num suspiro.

Voltei pra cama.
Cochilei um breve sono sem sonhos.


Falta muito pra Domingo?

5 comentários:

Thais Motta disse...

Bom , falta pouco pro domingo .
Mas quando a gente quer MUITO , o tempo parece não passar nunca .

Um beijo .

Marie disse...

Saudades é assim mesmo, as vezes sufoca, as vezes liberta, mas sempre faço cara de boba quando ela bate a porta. Não falta muito pro Domingo, não . Adoreii beijos

Erica Maria disse...

Falta não querida...

A falta de sono te rendeu um texto lindo viu?

Bjos e te gosto!

gabriela m. disse...

aqui já é terça :/

Felipe Braga disse...

Eu sou um insone. Sei bem o que é isso.
E sei, também, que a sabedoria transborda em você. Acho que é essa a razão dos textos maravilhosos que você escreve.

Não lembro bem, acho que já vi um poema escrito por você aqui. Vou procurá-lo.
Queria ver uma poesia tua. rs

Beijos.

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