2 de fevereiro de 2010

25/01

Dei-lhe um beijo e um sorriso tristonho, e em seguida virei-me pra seguir o caminho oposto, sem traço algum de vontade. Dei uma última olhada, de despedida, por sobre os ombros, só pra vê-lo outra vez, como se me certificasse de que ele estava de fato ali, de que aquele fim de semana de risos e de saudades curadas tinha mesmo acontecido. Quando se trata dele, eu sempre me acabo assim, com esse ar sonhador e doce. Diversas vezes nesses dias precisei dizer pra mim mesma que aquelas gargalhadas e carinhos, tão frequentes em devaneios meus, eram reais. E quando me dava conta sorria, boba e apaixonada, e o puxava pra uns beijos curtos de alegria. Felicidade mora em momentos assim.
Dei um último suspiro. Explodia em mim a vontade louca de dar meia volta e correr de volta pros braços dele, seguir ao lado pra onde quer que ele fosse. Mas a vida me aguardava, e o meu sonho estava indo, partiria num ônibus próximo. Eu era só a certeza de que tinha valido a pena. E que continuaria valendo.
Sorri um sorriso de forças renovadas. Minha rotina voltava ao normal a partir dali.
A saudade já voltava a se acomodar em meu peito.

3 comentários:

Maria Fernanda Probst disse...

Essa saudade é mais estranha. Ela se aloja no peito antes mesmo da pessoa amada ir embora.

Duanny!. disse...

Saudade as vezes anda junto com o amor, e parece que eles adoram criar feridinhas em nosso coração juntos, né?

Mariah disse...

esses momentos de separação de corpos apaixonados são poéticos...é gravitacional a força que une!

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