4 de fevereiro de 2010

Da Lua que sorri

A noite me espiava por uma fresta da cortina, através do vidro da janela.  Era um convite, e eu aceitei.
Na janela uma brisa noturna me acariciou o rosto, como se me dissesse "Olá, pequena... Obrigada por ter vindo me ver!". A noite era quente, e a brisa foi bem vinda. Haviam muitas estrelas. E muita Lua.
E as estrelas brilharam, uma a uma, lindas e livres como só elas próprias conseguem. A Lua apareceu pela metade, como um sorriso. A noite, ontem, sorriu pra mim.
Eu pedi que cada estrela cuidasse de um dos que me eram caros. Pedi que a Lua iluminasse seus sonhos.
Pra noite eu sussurrei um recado, endereçado a um certo moço que me fazia falta. Pedi que levasse o meu amor céus afora, e que lhe prometesse um beijo pra cada uma de suas estrelas. Queria que ele tivesse visto comigo a Lua-sorriso que a noite me deu.
E ela permaneceu sorrindo, brilhando, e eu não pude fazer nada senão retribuir, docemente. Mandei um beijo pra noite, e outro pedi que o céu levasse.Já me sentia melhor.
De que importa o mundo estar um caos...?

Ainda existem as estrelas.
Ainda existe Lua.
E ela sorriu pra mim.

Um comentário:

Felipe Braga disse...

Aline, um sonho!
Eu sei bem o que é isso que você narrou. A Lua é uma grande companheira.
E eu sou um grande fã. Dela e seu. rs

Beijos.

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