12 de março de 2010

Da gratidão;

- Estou vendo você olhando pros lados e vendo as suas torres desmoronando, e isso definitivamente não é bom, eu admito. Mas as torres não são você. Você não é nenhum desses problemas que te cercam. Então, o que é você, moça? Quem é você?


E eu pensei nisso a madrugada toda. Remexi arquivos, revi muitas fotos, reli muitos textos. Me lembrei de muitas dores e de muitas outras situações difíceis pelas quais eu já passei. E me vejo aqui, inteira, viva e pulsando. Doendo, sim, mas apenas porque sinto - pior seria se eu fosse incapaz de sentir. Carrego algumas cicatrizes, apenas, mas estou viva. Isso de algum modo faz de mim um tipo de sobrevivente; e me torna apta a erguer a cabeça e encarar de frente qualquer que seja o desafio que se apresente no caminho. Não há motivo algum para que eu me faça de vítima.
Enxugo as lágrimas (delas eu não me envergonho; minha força, vezes penso, mora na capacidade que tenho de extravasar). Ergo os olhos e me levanto. Sigo.
A vida me espera. E eu vou levantar todas as vezes em que ela me fizer cair.
-

Muito grata, semi-conhecido.

4 comentários:

Gabrielly disse...

Nossa que lindo *-*

Jéssica Fiaz disse...

O importante é não desistir, porque sofrer é humano, assim como swer feliz.

Fran disse...

éah Line ... A vida é um escola feita de exercícios prazerosos e outros difíceis,mas é nos momentos mais difíceis em que mais aprendemos e nos tornamos fortes...

Laura disse...

cicatrizes : motivo de orgulho,as vezes ficam ate sexs ;-)

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