27 de abril de 2010

Eu, quando digo que te amo, falo de um amor que me faria passar a madrugada em claro falando sobre qualquer coisa com você. Um amor que poderia exigir de mim o que quisesse, mas que justamente por ser amor não exige, e justamente por não exigir é que eu faço. Falo de um amor simples. E triste, também, cheio de ausências e distâncias que não são culpa de nenhum de nós. Um desses amores bonitos que as pessoas esquecem que existe, desses, sem firulas, sem exageros, e ainda assim cheio de detalhes (de que é feito um grande amor, senão de pequenas doçuras?). Que faz com que eu sinta tanto a sua falta, e mais que isso, faz como que eu te sinta, no meio da falta, e sinta tanto que precise começar a rabiscar palavras quase sem pensar, só deixando que elas se soltem e ganhem algum sentido depois de atingirem o papel. Tentando contar de novo desse amor que fica, mesmo quando você vai.
É que eu, quando digo que te amo, falo de um amor que eu sei que não pode ser entendido através dessas palavras todas, nem das anteriores, nem das próximas. Você só vai entender se sentir, junto comigo.


Me entende?

3 comentários:

Suelen Braga disse...

Quando se fala em amor se fala em medo...hesitação...preocupação...

E se eu me machucar? e se eu me iludir? e se? e se...?

Nossa...para o amor n deveria haver tanta hesitação e sim entrega =)

Um beijão =*

Gabih Dias disse...

Eu aposto que ele entende. E que entende cada detalhe :)

Sonia Pallone disse...

Minha querida amiga poeta, vim te deixar um beijo, um carinho e dizer que vou dar uma pausa pra reflexão em minha vida...Deixei lá no Solidão, uma breve despedida, com meu coração quebradinho... Bjs, seja feliz.

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