26 de agosto de 2010

f.a.q.

- Você gosta mesmo dele, não é? Desse garoto?
Gosto. Muito. De um jeito que eu não vou conseguir explicar. E que acho que ele nunca vai entender totalmente. E que você provavelmente não vai acreditar se eu contar.
-Gosto, gosto sim.
- Ah, dá pra notar, sabe? Quando você fala dele seus olhos até brilham!
E meu coração fica aos pulos. As borboletas do meu estômago acordam e tratam de voar, todas ao mesmo tempo. Às vezes eu sinto o rosto vermelho, outras eu sinto um aperto no peito que vira nó na garganta. E sempre vem junto um sorriso, mesmo que seja um dos tristes. 
- Mesmo?
-É sim! Eu acho bonito o amor de vocês, sabe? O jeito como vocês lidam com essa distância, o modo como se tratam...
É que tem muito sentimento envolvido. Muitos planos e sonhos compartilhados. Uma confiança e um sintonia que até eu mesma duvido às vezes. Muita coisa de mim que só ele sabe, muita coisa dele que só eu sei. O tempo que a gente tem é tão precioso que não vale a pena discutir. Não tem motivo algum pra tratar mal quem se ama. 
- Ah, é que a gente se gosta bastante.
- Olha, posso dizer uma coisa? Eu não sei como vocês conseguem. Não sei como aguentam essa distância, como confiam tanto assim um no outro. Eu, quando gosto de alguém, não aguento ficar longe nem 10 minutos! Fora que fico paranóica e morro de ciúmes, até! Eu jamais conseguiria.
Só que também não aguento. Também não consigo ficar sequer 10 minutos longe dele. Faz falta o dia inteiro. Dói o tempo todo. Coloca o sentimento à prova todo dia. Faz a gente pensar que não vai conseguir, que vai desistir no caminho. E às vezes eu transformo a saudade em choro, que é pra tentar me esvaziar dela, pelo menos um tantinho. Mas isso é bem pequeno quando a gente põe tudo numa balança. Se a saudade é grande, o amor é tão maior que compensa.
- É, mas a saudade ajuda a gente a dar valor pra tudo que tem.
- É, deve ser mesmo! Poxa, o que aconteceu com vocês parece coisa de filme! Faz até a gente acreditar no amor.
Olha, acredita mesmo, viu? Acredita, porque amor é que muda o mundo, é que move a gente. Amar é uma delícia. Faz bem pra pele, pro cabelo, pro humor. Na TPM um "eu te amo" funciona melhor que chocolate. E os prazeres ficam todos triplicados quando a gente ama. Mas não espera um filme não, por favor, porque quando machuca, a dor é triplicada também. O amor não é só bonito daquele jeito, amor também dói um bocado de vez em quando. Filme de romance é lindo, mas as pessoas não são só personagens, sabe? Ninguém é tão limitado pra só errar ou só acertar. Os filmes pulam as partes mais doídas e vão direto pro final feliz. Mas amor também é perdoar. E aceitar o outro mesmo depois de um tropeço. E é errar também, e mais de uma vez, pra poder pedir desculpas e ser perdoado. O amor é completo e complexo demais pra ser só alegria e divertimento.
- Que ótimo! O amor só funciona assim, quando a gente acredita de verdade nele.
- Mas, me diz uma última coisa: Por ele isso vale a pena?
- Por nós vale.

4 comentários:

Jéssica disse...

Sem palavras! Maravilhoso.
Amor é isso mesmo, na maioria das vezes. É tão grande, tão profundo que a gente não consegue se expressar pras outras pessoas. Eu sou bem desse tipo que você escreveu.

Bom final de semana!

Beeeijos :)

Sonia Pallone disse...

Que lindo Aline ! O amor em sua verdadeira expressão...Bjs.

Felipe Braga disse...

O amor verdadeiro e forte é ininteligível. Exatamente assim, como foi descrito por ti.

Deu para sentir as faíscas das palavras aqui perto de mim.

Coisa mais linda. A coisa mais linda.

Beijos, Aline. Encantado.

Helena disse...

gostei ;)

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