18 de fevereiro de 2011

#4 - Pro seu irmão(ã)

Mila.
Espero que você entenda que só não te assisto crescer por motivos maiores que nós. E que eu sempre, sempre quis ter uma irmã. Foi estranho pra mim quando você chegou e eu não pude te ver. E que depois nao pude brincar, nem cuidar, nem dizer que te amava. Mas agora eu entendo, querida, que não pôde ser diferente. As coisas aconteceram e acontecem assim por algum motivo que a gente talvez não conheça ainda, mas que têm que aceitar. Alguma hora isso vai fazer sentido de verdade. Mas eu queria que você soubesse que mesmo assim, de longe, impossibilidtada de te abraçar todos os dias, eu amo você. Desde que eu te vi pela primeira vez, eu soube que não podia ter ganho uma irmãzinha melhor. Não consigo imaginar ninguém além de você pra esse posto. E a sua doçura mudou tanto nosso pai que eu te agradeço, porque isso eu não teria conseguido. Mas que resistência ele podia ter, contra essa sua felicidade luminosa? Ninguém resiste à essa sua gargalhada cantada. Nem aos seus olhos curiosos, nem à sua energia i-nes-go-tá-vel, que te faz continuar cantando e pulando e correndo e bincando quando todo mundo já se cansou - e que mesmo cansado continua, só pra te acompanhar, encantado demais pra fazer qualquer objeção. Você foi um presente, Mila, pra todo mundo, mesmo pra quem não te deu valor. O mundo seria um bocado mais triste pra mim se eu não tivesse tido, nunca, a chance de ver no seu rosto esse seu sorriso enorme, que parece que está sorrindo pelo mundo inteiro.
Com todo o amor que eu guardei pra você, e que te mando aos pouquinhos ao longo de nossas vidas,

Aline.

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