20 de fevereiro de 2011

e aí as lágrimas vêm e eu preciso fingir que o choro é por conta do amor, intacto, que foi pra longe. ninguém se dá conta que o choro pode ter outro dono. que essa dor é pelo amor de perto, que se quebrou tanto. o meu choro de hoje foi pelo medo de que as coisas nunca estejam bem por aqui. foi pela ideia, cada vez mais clara, de que estou chegando aos meus limites e de que não vou aguentar por muito mais tempo. doeu também não ter pra quem correr. não ter um numero de telefone pro qual ligar - nenhum que poderia me ouvir sem pressa ou pressão, sem julgar uma das partes. eu 'tô aprendendo a ser sozinha e não queria aprender. queria colo e proteção e liberdade pra pedir conselho ou dar opinião. queria conseguir falar sem o medo de que alguma palavra desencadeie uma discussão terrível que sequer deveria ter começado. queria problemas menores e soluções. queria entender o que querem de mim pra que eu possa de alguma forma terminar isso tudo. anoto aqui pra que eu leia e nunca me esqueça do quanto isso tudo dói. pra quando for a minha vez eu fazer tão diferente que meus filhos jamais precisem se sentir assim.

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só outro dos textos pessoais demais.

3 comentários:

Nina Vieira disse...

Nossas atitudes nos traduzem. Devemos fazer muito mais por nós mesmos.

Ácido Sulfúrico disse...

acho que julgo demais pra ser essa pessoa q vc ligaria.
mas sinto o mesmo.

Anônimo disse...

rs...vc deve ser a pessoa que mas sabe sobre ser sozinha que eu conheco, e por esconha propria.

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