17 de junho de 2011

você afirma com todas as palavras que não consegue me entender. ora, eu sei que não. e como poderia?, eu me pergunto, como? você tenta me entender como se eu fosse um conto solto. de que maneira você esperava compreender o epílogo sem ter lido o prefácio?  se esquece dos meus contextos. dos meus capítulos passados. não se dá conta do número de páginas que pulou para abrir a minha história e me encontrar aqui, no ponto onde me encontro hoje. o que você não entende - e talvez nunca vá entender - é que se ficar tentando supor o que foi que perdeu, não vai poder acompanhar o meu daqui-pra-frente. não se lê um livro da última frase para a primeira, percebe? enquanto você tenta voltar as páginas, os novos capítulos vão sendo escritos e você não vai conseguir ler do mesmo jeito. e nós já perdemos muito, tanto...! mas não serve essa urgência toda. conhecer alguém requer tempo demais, paciência demais, páginas demais. não vai funcionar falar mais alto. nem atirar os objetos e as ofensas no ar. isso não vai ajudar em absolutamente nada. entenda, primeiro, que o fato de você não me conhecer de verdade não te impede de tentar me conhecer daqui por diante. quem eu fui só importa a quem participou de verdade da história até aqui. a quem riu e chorou quando eu ri e chorei. quem estava o meu lado sabe exatamente quem eu fui . mas se você quiser eu me apresento de novo. e você pode participar dos próximos trechos. mas não tente me entender como se fosse tudo simples. não me acuse por ter virados as páginas e por me recusar a contar outra vez tudo que já passou. eu só te peço que entenda isso: agora só importa quem eu sou. e quem me torno nos próximos capítulos.

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oi. voltei. =)

Um comentário:

Claudia disse...

Incrível como eu ainda me surpreendo!! *-*

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