11 de março de 2012

à deriva

a tela e as páginas seguem vazias. trava, bloqueio, branco. já não sai tão leve, já não consigo dizer. me amedronta um pouco. segue inseguro do mesmo jeito que eu tenho evitado ser. mas nos textos não funciona a minha força. as palavras me puxam de volta pro que já não me veste. mas as palavras pra mim sempre tiveram vida própria e eu, mero instrumento, me deixo levar. "barquinho na correnteza". e se elas não vêm continuo aqui, à deriva. as palavras flutuando do lado de dentro, sem sinal algum de que vão sair. ficamos assim, eu e elas, tranquilamente aguardando o retorno. minhas palavras, assim como eu, não conseguem simplesmente descansar. cedo ou tarde se entediam e voltam todas, aflitas, correndo, de uma única vez. por mais que eu queira voltar a dizer tudo, me rendo. paciente que sou, espero. flutuo e me deixo levar.

Um comentário:

Amanda Rodrigues disse...

"o porto sempre por achar..."

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