13 de abril de 2012

de repente.

e de repente eu quero te deitar no colo e te olhar inteiro. sem pudor. sem malícia. só pra te saber nos detalhes. te conhecer em cada textura e cicatriz. entender teus passos e enxergar as marcas do caminho que te trouxe. os teus cachos entre os meus dedos e o peso tranquilo da tua mão sobre a minha. a paz do teu abraço, o abrigo do teu riso e a proteção dos teus olhos, escuros e infinitos. que eu não me atrevo a dizer que entendo porque já me vi perdida em tua profundeza sem ter tocado o fundo. e de repente, eis-me aqui, inteira e tua, ainda que tão distante de ti. vivendo o meu redemoinho de incertezas, sabendo que te guardei no lugar mais seguro. porque quando todo o resto cair, é a ti que quero ver de pé. quando o furacão passar e tudo for calmaria e reconstrução, é nos nossos detalhes que eu vou procurar minha força. e de repente isso é tudo de que eu preciso. de mim, de ti e dessas nossas pequenezas.