9 de abril de 2012

eu e você.

foi quando o eu virou nós que eu me apaixonei. mas foi quando o nós virou eu-e-você que eu me descobri. porque agora, só agora, é que eu nos vejo como somos. me vejo inteira, te vejo inteiro e vejo que ainda assim somos. não há necessidade de sermos um se já somos eu-e-você. eu com as minhas rotinas, você com as suas vontades. as minhas doçuras e as suas brincadeiras. as minhas muitas palavras e o seu silêncio cheio de significado. a minha carência constante e a sua vontade de espaço. as minhas raízes e as suas asas. a nossa felicidade, na intersecção disso tudo. porque não há motivo para renunciar ao que éramos antes. e porque há a possibilidade de que eu seja eu e você seja você, e que ainda assim sejamos nós dois. sem a cobrança do uno. sem exigir que o outro pense sempre igual. sabendo que as mudanças podem acontecer ou não. que melhorar pelo outro é opcional. porque agora eu sei que não é menos amor só porque existimos separados. que ainda é amor, mesmo que nossos mundos também girem em torno de outros eixos. e que no fundo é melhor assim. melhor que eu continue eu, e que você continue você, porque desse modo sempre haverá espaço para a surpresa. e tantas e tantas chances de se apaixonar perdidamente outra vez pela mesma pessoa. eu sou eu, você é você e o amor é essa doçura que me acontece quando eu me distraio e penso em ti.   

"eu e você, não é assim tão complicado, não é difícil perceber." (A.C.)

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