12 de novembro de 2012

você, os olhos fechados, já longe, lindo e adormecido. e os seus braços me procurando, me tocando, me ajeitando num abraço muito nosso. me trazendo para junto de você quase inconscientemente. eu me senti tão sua, meu bem. tão segura e tão sua. eu chorei muito de leve, com medo de qualquer movimento meu te acordar. com medo de fazer qualquer outra coisa, cometer qualquer outro erro, que nos tirasse da nossa paz. medo de me esquecer de novo que sou tão sua. medo de te machucar outra vez. lá fora a vida está acontecendo mas nada disso me importa mais, porque pra mim só existe você, adormecido e me trazendo pra perto. me amando e cuidando apesar de. fiquei tão agradecida quando você decidiu ficar. adianta, meu bem, se eu disser que em mim doeu também? se eu contar que eu não consigo me reconhecer em nada disso que aconteceu? se eu tentar te explicar de novo que nada bastaria, nunca, e que nada faria sentido se não houvesse no meu mundo seus dedos entrelaçados nos meus? que eu, no fundo, sempre soube que não ia me contentar em segurar nenhuma mão que não fosse a sua, que não tivesse pulseirinhas de brasileiro amarradas no pulso? adianta se eu disser que te amo e não me esqueço disso nunca mais?

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